De Lagarta à Borboleta

De Lagarta à Borboleta De Lagarta à Borboleta
Watch the video

De Lagarta à Borboleta

A parte maravilhosa sobre a natureza ser fractal é que podemos usar padrões na natureza para compreender outros padrões que existem porque os padrões se repetem a si mesmos. Então agora se quiser olhar para um padrão que se está a desenrolar neste planeta neste momento que nos dará visão sobre o que se está a passar, então digo olhe para o interior de uma lagarta que cresce.

Uma lagarta representa digamos 7 biliões de células a viverem sob a mesma pele, cada célula é um cidadão e adivinhe elas são pessoas como nós, trabalham todos os dias, células no sistema digestivo levam os alimentos para dividi-los e fazerem produtos a partir deles, algumas células são as células motoras, essas são as células que fazem a lagarta se movimentar, há estruturas que são como as nossas autoestradas com camiões e veículos a transportarem materiais por todo o lado, algo desse género. As células do sistema imunitário assumem o seu trabalho para proteger o sistema, sistemas respiratórios a certificarem-se que oxigénio fresco está a ser fornecido.. Então todas estas células têm trabalhos, a lagarta está a crescer, se você lá estivesse como um reporter olharia à sua volta e diria 'A economia está a explodir, está a crescer todos os dias, todos estão a trabalhar, completa empragabilidade, este é o tipo de coisa que adoramos ver, quanto estamos a crescer todos os dias, certa percentagem, todos os dias..'. E então a lagarta atinge uma certa fase do crescimento e nessa fase de crescimento ela simplesmente pára de comer, ela não aguenta mais, neste ponto está a alcançar um tamanho máximo, então se você é uma célula dentro dessa comunidade imagine o que aconteceria, que você está naquele emprego e de súbito há menos comida a entrar e você é uma célula digestiva e está a dizer 'Oh meu, o trabalho está a abrandar aqui, a fábrica está a abrandar,'. E de súbito chega a tal nível que muitas células são dispensadas do seu emprego e agora não há células a trabalhar, porquê? Não há comida suficiente a entrar, para as manter todas a trabalhar e à medida que a alimentação encerra todos os outros empregos são afectados. Se não há alimentação então não há energia e todos os sistemas começam a dispensar células e logo em breve há caos maçivo sob a pele de uma lagarta, porquê? O sistema deixou de crescer, as células estão desempregadas, nada está a evoluir e os sistemas estão a desmoronar-se. Se você fosse uma célula nesse corpo de lagarta olharia à sua volta e diria, 'Ó meu Deus o nosso mundo está a acabar!'. E todavia, no meio desses milhões de células, no meio delas há outras céluas geneticamente identicas a elas, não diferentes. Mas elas pensam diferentemente, elas respondem aos sinais diferentemente, estas células têm o nome interessante chamadas células imaginais e estas células imaginais inventam novas visões. E o que acontece é que no meio de todo este caos, quando todas as outras células correm por aí a pensar que o fim do mundo vem aí, as novas células imaginais estão a dispor novas ideias, novas visões, um novo plano, um novo esquema, um novo modo de vida. E ao redor destas ideias as células se reorganizam e começam a criar novas organizações massivas para criar algo muito mais fabuloso que o anterior sistema, um sistema que é muito mais sustentável, um sistema com um nível superior de evolução e esse sistema que elas estão a construir é chamado 'a borboleta'. Então há uma transição de um mundo velho de uma lagarta com um velho sistema de crença e um modo antigo de vida que não era mais sustentável. E desta forma tem duas escolhas neste mundo neste momento, você pode reter o seu estatuto de lagarta e dizer 'Ó meu Deus! O céu está a cair!' e permanecer em medo, ou pode dizer, 'A lagarta vai-se embora, eu quero tornar-me uma borboleta'. Porquê? Porque se eu me tornar activo e positivo no processo de construir a borboleta, eu estou envolvido, eu estou a trabalhar, estamos a criar o futuro, se eu me sentar e lamentar a perda da lagarta então eu estou a tornar-me a mim mesmo doente e tudo ao meu redor, porquê? Porque não estou a contribuir para a nossa evolução. E assim, onde estamos nós? Nós estamos no falecer da fase lagarta da civilização e o levantar da borboleta."

Trecho do documentário "Crossroads: Labor Pains of a New Worldview" www.crossroadsfilm.com

Bruce H. Lipton, cientista e orador, recebeu o seu PhD na Universidade da Virginia em Charlottesville (1971).

"Nós estamos no falecer da fase lagarta da civilização e o levantar da borboleta."

- Bruce H. Lipton
BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS